SAÚDE DA POPULAÇÃO INDÍGENA MIGRANTE E REFUGIADA NO BRASIL: OS ENTRAVES SANITÁRIOS PARA EFETIVIDADE DA JUSTIÇA SOCIAL
Resumo
As migrações contemporâneas apresentam o desafio de efetividade dos direitos humanos para a população migrante como medida de reconhecimento da cidadania global. Nesse panorama, o deslocamento forçado das populações indígenas requer um estudo detalhado para promoção de políticas públicas efetivas para integração da população migrante e respeito às comunidades tradicionais. Ao se observar os processos migratórios brasileiros, destacamos o intenso fluxo de migrantes indígenas venezuelanos. Nesta esteira, o presente artigo tem por objetivo analisar os desafios e as iniquidades em saúde da população migrante indígena venezuelana que buscam o Brasil como refúgio. Para delinear a pesquisa utilizamos uma revisão de literatura para investigação do perfil das migrações indígenas venezuelanas no Brasil. Ademais, para compreensão do acesso à saúde e as dificuldades das políticas públicas sanitárias aos migrantes indígenas nos valemos de uma abordagem qualitativa e aplicada, de análise documental do Alto Comissariado das Nações Unidas e da Agência da ONU para Refugiados. Constatamos que os desafios do acesso à saúde para os indígenas migrantes perpassam desde a dificuldade da língua à precariedade do diálogo com os saberes tradicionais, sendo imperioso a construção de políticas públicas sanitárias dialógicas para preservação da identidade indígena e efetivação do direito à saúde.
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